Bem Vindo!

"Este blog nasceu como requisito da matéria de Seminário de Integração I, ministrada pelo professor Felipe Aço. O objetivo do blog é o de levar à público nossas experiências e elaborações em sala de aula, tornando assim, possível a interação e integração dos grupos, aflorando ideias e pontos de vista que muitas vezes não se manifestam em sala de aula".
Somos estudantes do 5º semestre do curso de Psicologia, com faixas etárias distintas. Acreditamos que os nossos caminhos não se cruzaram por acaso. Aprendemos muito uma com a outra e o convívio diário nos leva a uma leitura da realidade, a qual compartilhamos e nos induz a sairmos da zona de conforto, de forma desafiadora, e é nesse momento que também surgem divergências para as quais tentamos encontrar um equilíbrio e colocar em prática a constante aprendizagem integrando de certa forma as nossas vidas.

terça-feira, 7 de junho de 2011



"Bullying"




A palavra bully de origem inglesa que tem como tradução valentão, tirano, brigão. Seu substantivo, o bullying significa o conjunto de atos de violência física e psicológica intencionais e repetidos praticados por um indivíduo (bully) ou por um grupo de indivíduos (bullies) com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo. No Brasil não usamos um sinônimo da palavra, como zoar, por exemplo, porque o termo já é conhecido mundialmente para explicar o fenômeno. Muitos países da Europa já possuem pesquisas e trabalhos preventivos no assunto, porém no Brasil ainda são poucos mas parecem estar crescendo com o aumento de divulgação da mídia e campanhas de ONGs que já existiam antes da tragédia do Realengo em abril de 2011. Sendo assim, o ocorrido na escola do Rio de janeiro contribuiu para os brasileiros ficarem atentos sobre esta violência e começar a combatê-la.
"Psicologia Transpessoal"
A Psicologia Transpessoal pode ser chamada de a quarta força da psicologia. Surgiu em 1967 e veio da união de vários teóricos e correntes de pensamento da época que buscavam entender e explicar através da psicologia, medicina, ciências exatas ou naturais (física, química, etc) e religiões os estados alterados de consciência, o Eu superior, o além do ego e do self, a transcendência e a espiritualidade. Desta forma todos os pesquisadores que sentem afinidade com esta forma de explicação buscam trazer a cientificidade para estes acontecimentos da experiência humana. Alguns nomes importantes da humanidade que desenvolveram ou desenvolvem tal área de conhecimento:
Abraham Maslow, Carl G. Jung, Viktor Frankl, Fritjof Capra, Ken Wilber e Stanislav Grof, Amit Goswami, Anthony Sutich, Carl Rogers, Carlos Antonio Fragoso Guimarães, Frances Vaughan João Bernardes da Rocha Filho, Pierre Weil, Roberto Assagioli, Roger N. Walsh.
“COACHING”

Achamos que as colegas foram “muito criativas” em trazerem este tema para a sala de aula, devido ao fato de ser muito abordado no que tange a área empresarial e por estar diretamente relacionado a “pessoas” que serão a “matéria prima” primordial no exercício da nossa profissão. Pelo nosso entendimento o “coaching” é o processo de equipar as pessoas com as ferramentas, o conhecimento e as oportunidades de que precisam para se desenvolver e se tornar mais efetivas e eficazes. Coaching em português significa treinador, treinar no intuito de instruir a carreira profissional. Os coaches não desenvolvem pessoas, apenas dão condições para que elas se auto desenvolvam. Raramente teremos tempo para nos envolvermos com cada aspecto do desenvolvimento. E, raramente teremos todas as informações, habilidades e a sabedoria de que alguém pode precisar para garantir o desenvolvimento. Felizmente, não há necessidade de ser perfeito para ser um coach efetivo. Pelo contrário, é necessário entender o papel como um catalisador do desenvolvimento. O coaching é um processo contínuo, não uma conversa eventual ou um acontecimento isolado, conforme foi tão bem colocado pela palestrante. O líder coaching pode se comparar com um maestro, que em alguns momentos trabalha com apenas um integrante, em outros orienta todos à distância e, em outros, corta os vínculos para que possam se desenvolver em áreas completamente fora do seu contexto. É de fundamental importância levar as pessoas a aprenderem e as treinar regularmente, ajudá-las a canalizar sua paixão pela aprendizagem para as melhores oportunidades e harmonizar a participação delas e dos demais integrantes da organização. Conseguimos nos imaginar dentro deste contexto de “treinamento de pessoas” e pensamos ser algo realmente muito instigante e desafiador!
“TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLAINE”

O trabalho dos colegas nos fez relembrar que o Borderline é um transtorno de personalidade que traz sérias consequências para a pessoa portadora, seus familiares e seus amigos próximos. O termo "fronteiriço" se refere ao limite entre um estado normal e um quase psicótico, assim como às instabilidades de humor. Através da explanação dos colegas percebemos que o tratamento exige paciência, persistência, disciplina e muito boa vontade por parte do terapeuta. Não é uma terapia fácil. O que acontece "na vida real" acontece dentro do consultório: instabilidade, alternância de amor e ódio, idealização e desapontamento com o terapeuta, sedução, impulsividade, etc. Patologicamente podemos dizer que a pessoa portadora de Personalidade Borderline, embora seja bem menos perturbada que os psicóticos, são muito mais complexas que os neuróticos, embora não apresentem deformações de caráter típicas das personalidades sociopáticas. Na realidade, o Borderline tem séria limitação para usufruir as disponibilidades de opção emocional diante dos estímulos do cotidiano e, por causa disso, pequenos estressores são capazes de enfurecê-lo. São indivíduos sujeitos a acessos de ira e verdadeiros ataques de fúria ou de mau gênio, em completa inadequação ao estímulo desencadeante. Essas crises de fúria e agressividade acontecem de forma inesperada, intempestivamente e, habitualmente, tem por alvo pessoas do convívio mais íntimo, como os pais, irmãos, familiares, amigos, namoradas, cônjuges, etc. Embora o Borderline mantenha condutas até bastante adequadas em grande número de situações, ele tropeça escandalosamente em certas situações triviais e simples. O limiar de tolerância às frustrações é extremamente susceptível nessas pessoas. Achamos ter sido muito importante relembrarmos o conteúdo referente a este transtorno. Foi um momento de reflexão!
“ESTÁDIO DO ESPELHO DE LACAN”
Percebemos que o trabalho trouxe elementos para facilitar a leitura do “Estádio do Espelho” como formador da “função do EU”, mostrando o fenômeno pelo qual a criança reconhece a sua imagem no espelho, o qual se dá por volta dos seis meses. E é através do movimento que se produz entre a criança e a sua imagem refletida no espelho que se constituirá um EU unificado. Ao retirar o espelho, a criança desaparece, e a imagem virtual, inexistente como realidade, lhe serve como primeira identificação de um “si mesma”. Nesta imagem a criança se aliena, fazendo deste EU a sede do desconhecimento. O EU é efeito de uma imagem, efeito psíquico de uma imagem virtual de si, que “o” produz; uma imagem que vem colocar ordem no caos sensorial. O estágio do espelho foi mostrado como matriz simbólica da constituição do EU, desenhando um primeiro esboço da subjetividade, apesar de ser este, um Eu imaginário, desconhecido. A partir deste momento a criança esquece que é sustentada e olhada pela mãe, para poder se ver por um momento como integrada. A criança experimentará uma tensão frente a imagem que o espelho lhe devolve. Em relação aos pais, passa a ter duas imagens, a do espelho e a deles próprios, mas de si própria só dispõe de uma imagem que é a do espelho. A imagem do corpo no espelho opera como disparador da libido que circula do corpo à imagem, proporcionando uma lenta organização do orgânico. Portanto, conforme mostrado pelos colegas, “Lacan se opõe a todas as teorias tradicionais que concebem o EU como sistema de percepção-consciência e deixa o EU no lugar da alienação e do desconhecido. Lacan não pretende reforçar este EU, consolidá-lo, fortificar a muralha na qual ele fica alienado, mas permitir que o sujeito se depare com seu limite”. Adoramos o trabalho dos colegas que nos levou a “pensar o nosso saber”.

“ATENDIMENTO PARA DEFICIENTES AUDITIVOS”
A apresentação deste tema despertou grande interesse e conscientizou-nos quanto as posturas e procedimentos em relação a este tipo de deficiência. Percebemos que o grupo tentou desmistificar a questão das “diferenças” dentro do contexto social. Procuramos nos inteirar e buscar algum conhecimento a mais sobre a forma como a sociedade em geral se posiciona, principalmente num contexto empresarial, onde atuam profissionais com este tipo de deficiência. Tentamos analisar e identificar a comunicação entre o paciente surdo e o cliente, pensamos no relacionamento do profissional da saúde e no ambiente de convívio social dos surdos. Na categoria comunicação, com certeza, existem barreiras, mas com o intuito de disponibilidade e paciência, acreditamos ser possível interagir através de gestos, pois estes pacientes passam a ter facilidade de fazerem a leitura labial e entenderem aquilo que está sendo emitido pelas pessoas. Ressaltamos também a necessidade de formação sobre o paciente surdo, pois este certamente encontra inúmeras barreiras para se engajar dentro do contexto determinado como “pessoas normais”. Acreditamos que existe pouco suporte dos órgãos competentes para dar a necessária assistência. Conviver com “diferentes” é o desafio de cada dia, e com “diferentes deficientes” o desafio é maior, pois exige “abertura” e “dedicação”. Nosso propósito é uma maior percepção, a partir deste momento, para com pessoas com esta deficiência.
“ESQUIZOFRENIA”

Optamos por deixar, uma síntese do nosso trabalho!

O QUE É ESQUIZOFRENIA
A Esquizofrenia é uma doença da personalidade total que afeta a zona central do eu e altera toda estrutura vivencial. É uma doença mental que se caracteriza por uma desorganização de diversos processos mentais, levando o portador a apresentar vários sintomas.

SINTOMAS POSITIVOS
Delírios

SINTOMAS NEGATIVOS
Perda ou diminuição das capacidades mentais, com déficit da
ideias delirantes, pensamentos irreais, ideias individuais do doente que não são partilhadas por um grande grupo como as perseguições; as alucinações, percepções irreais ouvir, ver, saborear, cheirar ou sentir algo irreal, sendo mais frequente as alucinações auditivo-visuais; pensamento e discurso desorganizados ou invenção de palavras; alterações do comportamento, ansiedade, impulsos ou agressividade. motivação, das emoções, do discurso, do pensamento e das relações interpessoais, como a falta de vontade ou de iniciativa; isolamento social; apatia; indiferença emocional; pobreza do pensamento, inversão do ciclo de sono, isolamento, perda de interesse por atividades anteriormente agradáveis, apatia, descuido com a higiene pessoal, ideias bizarras, comportamentos poucos habituais, dificuldades escolares e profissionais, entre outras.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico se baseia exclusivamente na história psiquiátrica e no exame do estado mental. Os transtornos esquizofrênicos se caracterizam, em geral, por distorções características do pensamento, da percepção e por inadequação dos afetos. Usualmente o paciente com esquizofrenia mantém clara sua consciência e sua capacidade intelectual.

CAUSAS
Não se sabe quais são as causas específicas da esquizofrenia.

ESTATÍSTICA
Sua frequência na população em geral é de 3 para cada 100 pessoas, havendo cerca de 50 novos casos para cada 100.000 habitantes por ano. Considerando a população de 191 milhões existentes no Brasil estima-se que há cerca de 1,6 milhões de esquizofrênicos; e, também, que, a cada ano, 80 mil brasileiros manifestarão a doença pela primeira vez. Ela atinge em igual proporção homens e mulheres e em geral inicia-se mais cedo no homem, por volta dos 20-25 anos de idade, e na mulher, por volta dos 25-30 anos. É extremamente raro o aparecimento de esquizofrenia antes dos 10 ou depois dos 50 anos.
As possíveis causas são o ambiente histórico familiar da doença e de outros transtornos mentais; e mais recentemente, tem-se admitido a possibilidade de uso de substâncias psicoativas que podem ser responsáveis pelo desencadeamento de surtos e afloração de quadros psicóticos. A hereditariedade tem uma importância relativa, sabe-se que parentes de primeiro grau de um esquizofrênico têm chance maior de desenvolver a doença do que as pessoas em geral.

TIPOS DE ESQUIZOFRENIA
De acordo com o DSM, existem 5 tipos de Esquizofrenia: 1.Esquizofrenia Paranóide: Predominam sintomas positivos como alucinações e enganos, com uma relativa preservação do funcionamento cognitivo e do afeto.2.Esquizofrenia Desorganizada: Discurso desorganizado e sintomas negativos como comportamento desorganizado e achatamento emocional. Os aspectos associados incluem trejeitos faciais, maneirismos e outras estranhezas do comportamento.3.Esquizofrenia Catatônica: Os principais sintomas são a atividade motora excessiva, extremo negativismo, mutismo, cataplexia (paralisia corporal momentânea), ecolalia (repetição patológica) e ecopraxia (imitação repetitiva dos movimentos de outra pessoa). Existem riscos potenciais de desnutrição, exaustão, hiperpirexia ou ferimentos auto-infligidos. 4.Esquizofrenia Indiferenciada: Se encaixa nos sintomas de esquizofrenia, mas não satisfaz nenhum dos tipos citados anteriormente.5.Esquizofrenia Residual: As condições para este tipo de esquizofrenia são: ausência de delírios, alucinações e comportamento amplamente desorganizado ou catatônico proeminentes; existência de evidências contínuas da perturbação.

CUIDADOS ESPECIAIS
1.Se achar que a medicação não está a ajudar ou sentir efeitos não desejáveis deve avisar o seu médico psiquiatra;
2.Fazer psicoterapia e ter consultas regulares com seu psicólogo;
3.Ter o cuidado de conservar um ritmo de
sono e vigília correto, com as horas de sono necessárias;
4.Evitar o
stress;
5.Deve manter rotinas normais de higiene, alimentação, atividades físicas e de lazer;
6.Evitar substâncias psicoativas que possam interferir prejudicialmente no tratamento - como álcool e outras drogas;
7.Procurar ter horas para dormir, comer, trabalhar - ou seja, criar rotinas;
8.Permanecer em contato com as outras pessoas, não buscar o isolamento;
9.Manter o contato com o
psiquiatra, psicólogo e a equipe de saúde mental;
10.Praticar desporto pelo menos uma vez por semana.

TEORIAS
A Teoria
As Teorias
As Teorias Psicanalíticas (ou de relação precoce) têm como base a teoria
As Teorias Familiares, assim como a abordagem psicanalítica, outras abordagens responsabilizam a família, mas apesar de terem bastante impacto histórico tiveram pouco embasamento empírico para essas afirmações.
A Teoria dos Neurotransmissores têm-se um excesso de dopamina na via mesolímbica e falta dopamina na via mesocortical.
Genética admite que genes “podem” estar envolvidos, contribuindo juntamente com os fatores ambientais para o desencadear do transtorno.Neurobiológicas defendem que a esquizofrenia é essencialmente causada por alterações bioquímicas e estruturais do cérebro, em especial com uma disfunção dopaminérgica, embora alterações noutros neurotransmissores estejam também envolvidas.freudiana da psicanálise, e remetem para a fase oral do desenvolvimento psicológico.

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
De maneira geral o tratamento é realizado em consultório. Internação hospitalar pode ser necessária em situações em que há presença de riscos (agressão, suicídio, exposição moral). O tratamento é feito com medicação antipsicótica e psicoterapia.

ALGUNS BENEFÍCIOS DO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
1. Elimina vozes, visões e o falar consigo mesmo.
2. Elimina as crenças estranhas e falsas (delírios).
3. Diminui a tensão e agitação.
4. Ajuda a pensar com clareza e a concentrar-se melhor.
5. Reduz os medos, a confusão e a insônia.
6. Ajuda a falar de forma coerente.
7. Ajuda a sentir-se mais feliz, mais expansivo e mais sadio.
8. Ajuda a se comportar de forma mais apropriada.
9. Os pensamentos hostis, estranhos ou agressivos desaparecem.
10.Diminuem recidivas e necessidade de internação hospitalar.

A ESQUIZOFRENIA NO CINEMA
Encontramos sete filmes que ilustram e possibilitam discussões sobre a esquizofrenia: Estamira; Uma mente Brilhante; Visões de um crime; Spider, desafie sua mente; Benny & Joon, Corações em Conflito; Jornada da Alma e Cisne Negro, no qual nos detemos, tendo em vista que é o mais recente.

CONCLUSÃO
Portanto, conviver com um portador de esquizofrenia é “uma surpresa a cada dia”, o que exige adaptação e encontrar “maneiras” de orientar, interagir e conduzir, preservando o contato com a realidade, restaurando a capacidade do cuidado de si, diminuindo o isolamento, aumentando suas defesas diante de situações estressantes, estimulando a independência e a capacidade do paciente diante das atividades diárias. Enfim, recuperando e promovendo a auto-estima, a auto-imagem e a autoconfiança, proporcionando enfim, contínuo progresso.